segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA RECOMENDA (1) | «o reforço dos meios da Biblioteca Nacional de Portugal»



Vamos seguir com atenção as Recomendações da Assembleia da República na esfera da Cultura. Mas  de repente apetece sugerir ao Parlamento  o reforço de todo o Orçamento do Estado para a Cultura,  e que se disponibilizem para fazerem uma alteração à Lei do Orçamento  se for caso disso.  Mas lembrando Júlio Céasr ( de Shakespeare) ocorre-nos qualquer coisa do género: nós pensamos assim, mas os senhores deputados, que à partida serão sábios, pensam de outra maneira, e a razão estará com eles ... Será?



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

EXPOSIÇÃO ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR | «chama» | INAUGURAÇÃO | HOJE | 15 FEV 2018 | 18:00 H | LISBOA



«A exposição CHAMA com curadoria de Sara Antónia Matos, com obras de Júlio Pomar, Rita Ferreira e Sara Bichão, no Atelier-Museu Júlio Pomar, dá seguimento ao programa de exposições do Atelier-Museu que procura cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer novas relações entre a obra do pintor e a contemporaneidade.  
Mais uma vez, esta exposição é pensada, desde a sua génese, como uma intervenção específica no espaço do Atelier-Museu, onde Júlio Pomar e duas artistas jovens – Rita Ferreira e Sara Bichão – expõem os seus trabalhos». Saiba mais.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

«Este ministério, em vez de corrigir as injustiças do passado, agravou-as»







Nas últimas horas o CAV - Centro de ArtesVisuais de Coimbra - está na comunicação social (é só ir ao Google), e foi precisamente por via  dos Alertas Google que nos detivemos no assunto. No Público:



Futuro do Centro de Artes Visuais depende do concurso da DGArtes
CAV recebe amanhã visita do Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado. Instituição fala de sub-financiamento. | Camilo Soldado |10 de Fevereiro de 2018». Continue a ler.

Ao ler-se o artigo do Público, não será desajustado pensar o seguinte: a realidade na esfera do Ministério da Cultura é de tal ordem que um caso mostra a debilidade do que vivemos, e o que se pensava impossível  acontece, mas certamente que haverá quem veja virtudes nestas atitudes e comportamentos:
  • Acontece que está a decorrer um concurso e o Secretário de Estado da Cultura vem publicamente  elogiar um dos concorrentes, como se pode ler no Notícias de Coimbra:
  «O secretário de Estado da Cultura disse que o CAV é “uma instituição importante a nível das artes visuais e da cidade de Coimbra e que tem um histórico importante”, como confirmou durante a prolongada visita que hoje ali fez, guiada pelo seu responsável, Albano da Silva Pereira, e na companhia da diretora Regional de Cultura do Centro, Celeste Amaro, e do presidente e da vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, respetivamente, Manuel Machado e Carina Gomes.
Miguel Honrado reconheceu, em declarações à Lusa, que o CAV “luta com dificuldades” financeiras, como destacou, durante a visita, Albano da Silva Pereira, mas “não é a única instituição” que se confronta com esse problema. “O setor cultural em Portugal ainda atravessa bastantes dificuldades”, salientou. (...)».
  •   Mas o Secretário de Estado, ele mesmo, deve ter achado que aquela visita nesta altura era capaz de não ser muito curial, mas deve pensar que a resposta que deu ao Público resolve a situação:

«Em resposta às questões enviadas pelo PÚBLICO, a secretaria de Estado da Cultura explica por correio electrónico que a visita ao CAV “era um compromisso previsto há algum tempo”, dando a entender que a questão do financiamento estará de fora da agenda. “Os financiamentos à criação e programação artísticas são da competência da DGArtes, o organismo do Estado que tem competências para a gestão dos apoios públicos às artes”, pelo que “todas as entidades devem, por princípio, recorrer a financiamento através de concurso público e não de forma directa”».

  •  E a situação da cultura e das artes é de tal ordem que já comporta tudo. Numa mesma ocasião, na circunstãncia, na visita ou a propósito, o responsável do CAV diz o seguinte:

«“Este ministério, em vez de corrigir as injustiças do passado, agravou-as”, lamenta Albano da Silva Pereira que dá o exemplo de 2017, ano em que este executivo reduziu o apoio que dava à instituição via Fundo de Fomento Cultural de 100 mil para 80 mil euros. O despacho que determina esse valor foi assinado em Março, mas só foi dado a conhecer ao CAV em Julho, alega o director da instituição, acrescentando ainda que o protocolo não foi renovado pela primeira vez em 16 anos.
O responsável questiona ainda como se acaba com um protocolo “sem ter em conta o equipamento”. Diz ainda que o regulamento da DGArtes é “absurdamente arbitrário e vago”. Os responsáveis, entende, deveriam ter em conta “os riscos e os perigos de uma instituição como esta”, estabelecendo um paralelismo com o que aconteceu com a companhia teatral Cornucópia».
  • E voltamos a saber coisas sobre o Fundo do Fomento Cultural:
 «Quando abriu portas, em 2003, o CAV era uma estrutura financiada pelo Estado e pela autarquia de Coimbra, num montante que começou por ser de 500 mil euros (300 mil do Ministério da Cultura via Fundo de Fomento Cultural e 200 mil dos cofres do município), mas que tem sofrido sucessivos cortes. No ano passado, o CAV recebeu 80 mil euros do MC e 85 mil da câmara, ou seja, menos de um terço do valor inicial. Actualmente, refere  Albano da Silva Pereira, só a despesa para manter as portas abertas e pagar salários ascende a 140 mil euros anuais».
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 Em suma, tudo isto está num granel, e a grande sobra que a todos diz respeito e nos deve preocupar é, a nosso ver, isto:
 
 



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

«Conhecem alguém mais competente para este cargo do que Nuno Artur Silva? Nós, não»



«O abaixo assinado é curto e tem um objetivo concreto. "Queremos entender o porquê e perceber a razão", explicam os cerca de 200 músicos, atores, escritores, advogados, editores, encenadores, académicos, políticos, jornalistas ou realizadores que subscrevem o documento. Em causa está a decisão do Conselho Geral Independente da RTP de não reconduzir Nuno Artur Silva para um novo mandato de três anos como administrador com o pelouro dos conteúdos da RTP. "Conhecem alguém mais competente para este cargo do que Nuno Artur Silva? Nós, não", apontam.

A decisão do CGI, anunciada a 25 de janeiro, foi justificado com o facto de Nuno Artur Silva não se ter ainda desfeito da participação que detém nas PRoduções Fictícias, facto que foi agora invocado como potencial causador de conflitos de interesses no operador público. Mas os subscritores do abaixo assinado - onde se encontram nomes como Jorge Silva Melo, José Mário Branco, Miguel Vale de Almeida, Rui Tavares, Capicua, Ricardo Sá Fernandes, João Galamba, José Eduardo Agualusa ou Clara Ferreira Alves - questionam essa explicação.

"Quando o CGI diz existir uma “irresolução do conflito de interesses entre a sua posição na empresa e os seus interesses patrimoniais privados”, também confessa "não ter [sido] verificado que isso tenha sido lesivo da empresa, no decurso do seu mandato".(...). Continue a ler.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

FERNANDA TORRES | «A Glória e o seu cortejo de horrores»


«Um retrato marcante da televisão, da sociedade e do teatro brasileiros, escrito por uma das vozes mais surpreendentes da literatura atual

A glória e seu cortejo de horrores, novo romance de Fernanda Torres, acompanha as desventuras de Mario Cardoso, um ator de meia-idade, desde os dias de sucesso como astro de telenovela até o total declínio quando decide encenar uma versão de Rei Lear — e as coisas não saem exatamente como esperava. Mescla eletrizante de comédia de erros com a velha e nem sempre boa vida como ela é, o livro atravessa diversas fases da carreira de Mario (e da história recente do Brasil), suas lembranças de juventude no teatro político, a incursão pelo Cinema Novo dos anos 1960, a efervescência hippie do Verão do Desbunde, o encontro com o teatro de Tchékhov, a glória como um dos atores mais famosos de uma época em que a televisão dava as cartas no país. Um painel corrosivo de uma geração que viu sua ideia de arte sucumbir ao mercado, à superficialidade do mundo hiperconectado e à derrocada de suas ilusões». Saiba mais.