sábado, 3 de dezembro de 2016

EXPOSIÇÃO | «Mater Dei» | NA IGREJA DA CONCEIÇÃO VELHA | LISBOA



A igreja da Conceição Velha, na Rua da Alfândega,
na baixa de Lisboa, vai acolher a exposição até
 ao próximo ano. (Imagem: João Francisco Gomes/Observador)



«A exposição "Mater Dei", que reúne 25 expressões plásticas contemporâneas em torno da figura de Maria, está exposta na igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha, em Lisboa.
Rui Chafes, prémio Pessoa de 2015, é um dos artistas que respondeu afirmativamente ao convite, juntamente como José de Guimarães, Pedro Calapez, Clara Menéres, Emília Nadal, Graça Pereira Coutinho e Ilda David.
Cristina Ataíde, Graça Costa Cabral, Inez Teixeira, Joana Leitão Salvador, João Jacinto, Jorge Martins, Manuel Amado, Manuel Baptista, Manuel Costa Cabral, Maria José Oliveira, Maria Pia Oliveira, Rui Sanches, Teresa Pavão, Francisco Noronha Andrade, João Queiroz, Miguel Telles da Gama e Rui Matos completam o elenco de criadores.
A exposição "Mãe de Deus" realiza-se no contexto dos 300 anos do Patriarcado de Lisboa, que se assinalam em 2016, e do centenário das aparições da Virgem Maria em Fátima, em 2017. Saiba mais no site da Pastoral da Cultura». E veja imagens no Observador.


«Concertos de Natal gratuitos voltam às igrejas de Lisboa»









sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

NICHOLAS SEROTA | «O Arts Council foi criado imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, para apoiar com dinheiro público as artes performativas, a literatura, a o teatro, a dança, a ópera»

Leia  aqui, no Público.
                         (Montagem)

Uma passagem da entrevista:

«(...)
Deixará a Tate em 2017 para dirigir o Arts Council England. Pode explicar brevemente como funciona este órgão, qual a sua relevância nas políticas culturais inglesas, e como antevê o seu papel na instituição? Também rabiscou as suas propostas em duas páginas A4, como fez quando se candidatou à Tate?
É verdade que escrevi um pequeno texto a dizer o que gostaria de fazer se me dessem o lugar. E deram-me o lugar. O Arts Council foi criado imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, em 1946, para apoiar com dinheiro público as artes performativas, a literatura, a o teatro, a dança, a ópera. O dinheiro vem do Ministério da Cultura, mas, em vez de ser o ministro a decidir tudo, o Arts Council está, como costumamos dizer em Inglaterra, a um braço de distância do Governo. Há um conselho que toma decisões, com base nas recomendações de uma equipa, e que todos os anos recebe um pouco mais de 400 milhões de euros para gastar em todo o país, aos quais se somam uns 300 milhões vindos das receitas da lotaria nacional. O meu trabalho também é o de defender esse dinheiro contra os que acham que não se deve gastar dinheiro em arte, persuadir o governo a dar mais dinheiro e garantir que este é bem gasto.
E como vê o papel do Estado no apoio à arte? Deve concentrar-se mais na defesa e divulgação do património, ou deve promover a criação artística contemporânea?
O Estado tem certamente a responsabilidade de manter a herança artística e de a partilhar o mais possível, para que as pessoas tenham consciência dela. Mas acho que tem também a responsabilidade de investir no futuro, o que quer dizer gastar dinheiro no presente. Se não encorajamos os romancistas, os poetas, os artistas, então, em sentido muito literal, não haverá registo da nossa sociedade.
 Há disciplinas que exigem mais dinheiro do que outras, mas alguns argumentariam que boa parte desses criadores não deixaria de criar sem apoios…
Não creio que isso seja verdade. As pessoas podem sempre fazer arte, e em geral os artistas, antes de se tornarem conhecidos, tiveram de ganhar a vida ensinando, trabalhando em fábricas, o que quer que seja. Mas se se vai apresentar a sua arte ao público, é preciso um espaço para expor, e isso custa dinheiro. E estamos a falar de percentagens tão pequenas do orçamento do Estado que mal se notam. Quantos quilómetros de estradas é que se constroem com 750 milhões de euros? Não muitos. (...)».



sábado, 26 de novembro de 2016

«Fidel Castro, Cuban Revolutionary»



ESQUISITO !



Leia aqui

Em plena discussão do Orçamento do Estado para 2017 é publicada a Resolução do Conselho de Ministros da imagem. O minimo que se pode dizer é que é «esquisito»: não só em termos da compreensão do orçamento global para a cultura como de cada um dos organismos que fazem parte do designado Ministério da Cultura ("designado"porque verdadeiramente em termos estruturais não existe ministério), bem como de  organismos de outros Ministérios. E há umas «coisitas» mais. Ilustremos: lemos um diploma obscuro que certamente desconhece os principios prosseguidos  pelo SIMPLEX +;  em particular, aquelas percentagens sem sabermos sobre que verbas incidem, pouco dizem; e referem processos de trabalho levando a crer que acreditam que se «gere por decreto», e ignoram o estado dos serviços - lembram-se!, estão exauridos, amalgamados, nomeadamente devido aos desastres orgânicos gerados pelo PREMAC,  tão criticado. E há aspectos que vão mais fundo, em volta das ditas indústrias culturais/ criativas, e do que deve ser entendido como serviço público.  Não se pode confundir o que o mercado assegura no âmbito das artes e que pode, e deve, ter apoios  à semelhança do que se passa com outros setores, e o que deve ser SERVIÇO PÚBLICO NA CULTURA E NAS ARTES que não obedece às leis do mercado. Ora, o diploma aqui em causa só alimenta a confusão. E o Programa do Governo e os Programas Eleitorais que garantem a solução governativa apontavam  noutras direções. Mas é o que temos! Será que as gerações futuras nos vão absolver?
Ah, e aquela escrita!, reveladora de onde estamos. Lá pelo meio:
 «(...)
A presente resolução decorre da necessidade de serem definidas orientações de ação para os diferentes organismos e serviços da Administração Pública, sob direção, superintendência ou tutela de diversos membros do Governo, de modo a melhorar a consistência interna, a articulação externa, a comunicação pública e a avaliação dos resultados e impactos dos programas de cooperação internacional, de internacionalização, de promoção externa da cultura portuguesa e, ainda, no domínio da cultura e desenvolvimento».

Para terminar, tudo isto só vem dar razão ao trabalho elaborado pelo IPPque teve apresentação pública esta semana, e   do que lá foi dito retemos com estas ou palavras equivalentes: o Orçamento do Estado não está feito para que os cidadãos o entendam. Se os especialistas tem dificuldade ...

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

«CULTURA EM DIÁLOGO» NÃO PERCAS O PROGRAMA «TERRITÓRIO: TEATROS EM PORTUGAL»

Aqui na TSF






























No «Território: Teatros em Portugal», em particular, falam do levantamento dos teatros anunciado e nunca concretizado, da rede de teatros que não aconteceu, dos trabalhos académicos entretanto feitos e que já dão uma «boa mancha», do que existirá na DGARTES e na IGAG,  de ... Bom, «Cultura em Diálogo», isto tem mesmo de fazer parte da agenda, e  alguém terá de elaborar um ponto de situação global disto tudo. Não há como fugir. Alguém terá de prestar contas dos investimentos feitos, nomeadamente com dinheiros comunitários, e dos projetos lançados, avançados, e não terminados. Temos, no minimo, de moldar consciência do passado para se fixar um ponto de partida para, por favor, não se começar - porque o trabalho é imprescindível e portanto vai ser feito, e ficará muito bem no Portugal 2020 -  novamente  do zero. Alguém, dizemos nós: mas é claro que há nomes, sem esgotar os possíveis, a  DGARTES está na primeira fila. Como se vê há mais Direção-Geral para lá dos «subsídios». Será que está equacionado para o Orçamento do Estado 2017 ? Será que foi pensado para o Portugal 2020? E pensando nisso,  quem o fez? Ou não fez. Não há dinheiro, mas o que existe se bem articulado com os fundos comunitários faria cá um sainete! Mas para quê lembrar estes sarilhos? ... Ah, o programa da TSF é muito mais do que isto: não perca!




sábado, 19 de novembro de 2016

MAPEAR A POLITICA CULTURAL

Leia aqui.

Num País em que tão pouco se conhece e reflete  o setor cultural, e em particular o artístico, é sempre de louvar o aparecimento de um novo trabalho, e daí a divulgação do artigo da imagem. Neste caso, ao ler-se o texto algo nos era familiar e  fomos levados a procurar e,   dos   mesmos autores, lá encontramos o que procurávamos, o estudo, fixado em português, aliás, mencionado nas referências, seguinte:

Disponível aqui.

Muito se disse sobre os estudos 2020, nomeadamente: questionaram-se em sede de prioridades; criou perplexidade o tempo que lhes foi dado para serem realizados; perguntou-se sobre os sistemas de dados e de informação  a ter como fontes para aqueles e outros estudos.E é a isto que queremos  voltar. Assim, comecemos  por retirar do Sumário Executivo do relatório - que pode ler aqui - esta passagem:«Para além destes três planos analíticos, o estudo integra uma secção relativa a um Sistema de Informação Coordenado, onde se procede ao diagnóstico e proposta de desenho de um dispositivo de informação que articule diferentes entidades detentoras de informação sobre o sector cultural e permita que seja objeto de atualização regular». Se bem entendemos, tem a ver com o que tantas vezes se tem abordado no Elitário Para Todos: falta de sistemas de informação na esfera de cada organismo,  que tenha como destinatários a «investigação», e tantos outros,  e desde logo a fundamentação das políticas públicas. Ou seja, questão prévia ao «Sistema de Informação Coordenado» referido. Isto é, sem ovos não se fazem omoletes. Isto é, antes de tudo, há que fazer o que poderiamos designar, seguindo a terminologia referida, o Mapeamento do estado das «diferentes entidades detentoras da informação sobre o sector cultural». Eventualmente, com facilidade se constatará o desfasamento entre o que está institucionalizado e o que está a ser praticado. Mais, haverá casos em que não será  fácil, quiçá impossível, conferir como foram apurados os dados fornecidos aos estudos e por eles divulgados. Exemplifiquemos, haverá alguém que gostaria de perceber os critérios que levaram à construção do quadro, embora básico, seguinte:
 

Necessariamente, parte-se  do princípio que está tudo certo, mas ... temos dúvidas. Onde e como esclarecê-las ?
Ora, aqui está  tema a discutir em ambiente de Orçamento do Estado: pois é, os números não são tudo. Para além das verbas, refundar os serviços, anular o que o PREMAC escangalhou é decisivo. Mas, quem nos ouve !
Bem vistas as coisas, estamos a falar de Informação Pública:

 

                                                             Saiba mais.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

«a manifesta insuficiência orçamental»



Leia aqui



FRASES | «Finalmente a cultura está em marcha com este Governo Socialista»



«"Finalmente a cultura está em marcha com este Governo socialista", disse Canavilhas no plenário, depois de elencar algumas das prioridades do Governo, e do PS no parlamento, sobre este setor».Leia aqui.

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Mais palavras para quê? 
Apenas: lembram-se?, a Senhora Deputada foi Ministra da Cultura.


 

domingo, 13 de novembro de 2016

CULTURA | Querem enlouquecer-nos !

Leia aqui, no Público
A maneira como os governantes estão a explicar o Orçamento do Estado para 2017 no âmbito da Cultura, nomeadamente na Assembleia da República, leva-nos a concluir que alguém nos quer enlouquecer. A forma como jogam com os números é qualquer coisa nunca antes vista! Não resiste a lógicas e conhecimentos elementares. Quase ao nível das operações básicas de «somar» e «subtrair».Mas ainda mais curioso é constatar que aquela retórica é possível, e nem oposição nem comunicação social conseguem por «preto no branco». Tudo tão confuso! Apareça um populista que em espaço público, para todos, desmonte este discurso  e não será difícil antever o impacto.
Se quer começar a perceber as «contas» que o Governo está a fazer veja, por exemplo, o que a PLATAFORMA EM DEFESA DA CULTURA explica sobre esta matéria:
 «(...)
 A proposta de OE 2017 para a Cultura apresenta um reforço de verbas em cerca de 25 milhões de euros. Este reforço resulta essencialmente da reposição de salários dos trabalhadores da administração pública, de indemnizações compensatórias às Empresas Públicas Reclassificadas, da integração do Teatro Nacional D. Maria II no orçamento do sector Cultura, da aplicação automática de transferências previsivelmente maiores dos Jogos da Santa Casa, da contribuição para o audiovisual e da taxa do cinema e da reposição de verbas não executadas em 2016, no campo dos apoios às artes.
A reposição dos salários roubadas pelo anterior governo é uma importante medida, conquistada pela luta dos trabalhadores e consagrada nos acordos parlamentares entre o PS e cada um dos partidos à esquerda. A dignificação do trabalho e dos salários e a qualificação técnica e orgânica dos serviços culturais do Estado são um pressuposto da política de valorização e democratização da Cultura que defendemos. Mas esta medida é de carácter geral, não pode ser interpretada como um esforço específico de investimento na Cultura.
Também o aumento das indemnizações compensatórias, a aplicação automática de transferências de receitas alheias à acção do Governo, a integração do D. Maria II no OE da Cultura e a reposição de verbas não executadas, que muita falta fizeram à actividade artística em 2016, não podem ser vistos como medidas de reforço orçamental. (...)». Leia aqui.

Ajuda, mas nestas coisas, a nosso ver, ainda temos que ser mais claros, e deixar a linguagem técnica. Tentando ilustrar:
- O dinheiro que ia para os Teatros Nacionais era contabilizado doutra forma. Anteriormente aparecia noutro sitio. Exemplificando, se tivermos duas contas bancárias e se de repente se transferir  dinheiro de uma para a outra, há uma que aumenta e outra diminui, mas o  dinheiro continua o mesmo.
- Outro aspeto tem a ver com aquilo que comummente se designa por ativiadades-meio e atividades-fim.Nas primeiras temos o funcionamento dos serviços, nas segundas as atividades  que justificam a existência desses mesmos serviços. Exemplo: o orçamento da DGARTES pode aumentar por força de se terem repostos os vencimentos dos seus funcionários, e por outro lado nada acontecer com os apoios às artes - continuam a definhar mesmo que se mantivessem os apoios do ano de 2016. O orçamento de 2016 é miserável. Aliás, o OE de 2016 para a Cultura não pode ser ponto de partida para nada. A não ser para aumentar: muito. Defendemos que a referência seja o orçamento em que se verificaram os primeiros cortes. O OE 2016 não serve, a proposta para 2017 também não, e podemos ficar apenas por isto: não correspondem ao Programa do Governo nem aos Pogramas Eleitorais dos Partidos que viabilizam a atual solução governativa.
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Por conseguinte, respeitem a inteligência das pessoas, não nos enlouqueçam. Não vão acreditar, e vão desvalorizar, mas fiquem sabendo que  já há quem esteja a procurar apoio médico ...Fisica e mentalmente, quando não se é profissional destes enredos, é dificil aguentar tanta confusão.

sábado, 12 de novembro de 2016

PLATAFORMA CULTURA EM LUTA | Continua a lutar | COM O ORÇAMENTO DO ESTADO PARA 2017 EM AGENDA










A Plataforma Cultura em Luta - associação livre de estruturas e pessoas em torno de posições políticas concretas, que luta por uma viragem na política cultural - acaba de aprovar uma posição política e um plano de acção, no momento em que se discute o Orçamento do Estado para 2017, nomeadamente:

  • Angariação de novos subscritores, organizações e pessoas.
  • Divulgação da campanha «12 eixos para uma viragem politica» que pode ler aqui.
  • Acções públicas de leitura da posição política, nomeadamente:  dia 24 de Novembro  próximo, a partir das 17h, em frente à Assembleia da República,  entrega da posição política ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da Assembleia da República.
Como pode  conferir, dos «12 eixos para uma viragem política»:
  «(...)Verificam-se algumas medidas pontuais positivas, mas a sua existência não anula a constatação de que o orçamento a cargo do Ministério da Cultura é insuficiente para estancar e reparar a degradação da actividade cultural e das vidas dos que nela se empenham. Uma vez mais, temos um OE incapaz de estabelecer e cumprir um rumo de democratização e de valorização da Cultura.
O governo deve compreender que o seu compromisso é com o povo português e a sua soberania. As imposições externas em relação à condução da política económica e orçamental, a chantagem do défice e da dívida externa não podem continuar a impedir o nosso futuro.
A Cultura, o seu tecido social, os seus projectos e programas, sofreram décadas de uma progressiva e devastadora desvalorização na política dos governos. Conheceram um agravamento dessa política, com danos definitivos, na última legislatura. E, apesar das expectativas justas geradas com a nova solução política, conheceram mais um ano de desorçamentação, negligência e indefinição. A situação é de emergência, o défice de responsabilidade política, enorme, e a dívida para com o trabalho de muitos e o direito à cultura de todos, colossal.
Face a esta emergência, a este défice e dívida, ante a exigência e o sonho dos portugueses, impõe-se uma viragem política que abra caminho a um horizonte de democratização e valorização da Cultura, que os 12 eixos enunciados representam, com a sua garantia material: 1% para a Cultura».