quarta-feira, 18 de abril de 2018

LUÍS RAPOSO | «Um Museu, muitos nomes: a narrativa de Portugal e o mundo»


 

O ESTADO DAS ARTES DEPOIS DA TEMPESTADE | PARA O RELATO DO QUE ESTÁ A DECORRER... | No Diário da República publicado aviso sobre um reforço orçamental para as Artes Visuais


O assunto vinha a ser noticiado mas só na segunda-feira foi publicado em Diário da República. (Desde logo, onde está o Despacho do Secretário de Estado referido no Aviso?). Depois - e tentando ir ao encontro das perguntas que nos chegam - para conseguirmos ter uma ideia global sobre o que, a seguir à tempestade, está a acontecer na intervenção do Estado na esfera da Artes, na circunstância, nas Artes Visuais, lembremos o Aviso anterior:

 

A seguir, vamos lá ao «Balcão das Artes»:

Veja aqui

Globalmente, o que está a decorrer, e o que se segue: também não sabemos. Temos de aguardar os próximos episódios ... Em particular, que impacto tem o reforço em função das reclamações havidas será, a nosso ver,  pergunta pertinente. Já agora, gostávamos de perceber, como tantos outros, como se chegou aos montantes globais e depois à repartição seguinte: 





Claro, quanto mais se souber sobre o desastre melhor sairá O NOVO SISTEMA DE INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ESFERA DAS ARTES.  (Vamos lá acabar com a palavra «Apoios», ou seja, subscreve-se o que emana do artigo assinado por Fernando Mora Ramos a que se refere este post.E também  a  «radical renovação»defendida pela REDE). 


terça-feira, 17 de abril de 2018

CENA-STE|«Sobre a reunião com o Primeiro-Ministro»

Leia aqui

PRIMEIRO MINISTRO E MINISTRO DA CULTURA?

Recorte do trabalho do Expresso | Caderno Principal desta semana

Perante os factos, não haveria outra solução: cumulativamente, Primeiro Ministro e Ministro da Cultura. Nesse papel, talvez fazer um ponto de situação com alguma regularidade sobre o que está a acontecer e o que se vai passar nos próximos dias. Por exemplo, que medidas legislativas vão ser necessárias; que mais dinheiro  além dos reforços havidos vai ser necessário mobilizar; se vai haver ainda alguma outra fase de audiências; como é que se vão processar os pagamentos; etc.,etc... Entretanto, lembrar que não há «serviços» para garantir o que vem sendo «acordado» com os representantes formais e informais recebidos nas reuniões a que se refere o trabalho do Expresso. E refundar a DGARTES leva tempo, daí que tudo aponte para que se encontre uma «solução orgânica» de emergência. Como costumamos dizer por aqui, VEM NOS LIVROS!



segunda-feira, 16 de abril de 2018

CONTRIBUTOS SEM INQUÉRITO (1) | No jornal de Negócios

Procure aqui


Na agitação (boa) que se está a viver em torno da intervenção do Estado através da Administração Central, mais especificamente do Ministério da Cultura, nas Artes, melhor dizendo,no âmbito do SERVIÇO PÚBLICO NA CULTURA E NAS ARTES, há uma produção de ideias e reflexões que o prometido NOVO SISTEMA DE APOIOS não pode ignorar.Quase nos atrevemos a dizer: melhor que qualquer inquérito! Mas parece que até aqui só valiam os inquéritos,  do género: digam de vossa justiça se nós perguntarmos que nós depois retemos o que nos der jeito. 
 O que lemos no Jornal de Negócios a que se refere a imagem é mais um CONTRIBUTO (e de borla) que a Administração deve valorizar. Claro, há que saber como fazê-lo, e pelas práticas passadas dos governantes e dos serviços não parece adquirido.




sexta-feira, 13 de abril de 2018

«CRIADORES DEFENDEM FESTIVAL DE ALMADA»



 Conforme se pode ler no DN online:
 «Criadores defendem Festival de Almada: "Não o vamos deixar morrer" | Companhia de Teatro de Almada recolhe depoimentos de figuras das artes que se manifestam perplexos perante o possível fim do festival que este ano terá a sua 35ª edição.
Os diretores dos teatros nacionais D. Maria II e São João, Tiago Rodrigues e Nuno Carinhas, o diretor da Companhia Nacional de Bailado, Paulo Ribeiro, o diretor do Teatro da Trindade, Diogo Infante, Jorge Silva Melo (Artistas Unidos), Carlos J. Pessoa (Teatro da Garagem), os programadores Miguel Abreu e Francisco Frazão, os encenadores Luís Miguel Cintra, António Pires e João Garcia Miguel, os atores Maria Rueff, João Reis e Pedro Lima, os escritores Nuno Júdice e Luísa Costa Gomes - estes são apenas alguns dos que manifestaram a sua preocupação perante o facto de o 35º Festival de Teatro de Almada poder estar em risco devido ao anunciado corte do apoio da DG-Artes à Companhia de Teatro de Almada.
A CTA concorreu ao Programa de Apoio Sustentado, na área de Teatro, tendo ficado entre as quatro entidades melhor classificadas, nos resultados provisórios, com um apoio global previsto de 1,248 milhões de euros, de 2018 a 2021, com valores anuais a atribuir entre os 289 mil e os 319 mil euros, para um montante global solicitado de quase 1,6 milhões de euros, repartidos por financiamentos anuais próximos de 400 mil euros.
Assim que soube destes resultados a companhia manifestou a sua surpresa perante o corte de 25% - ou seja, de 110 mil euros por ano - no apoio proposto pela DG-Artes, afirmando que este corte poderia mesmo pôr em causa a realização da 35º edição do festival previsto para julho.
Perante esta situação, a companhia, fundada por Joaquim Benite e atualmente dirigida por Rodrigo Francisco, preparou-se para contestar a avaliação do júri e o montante que lhe foi atribuído, entregando à DG-Artes vasta documentação, entre a qual uma série de depoimentos criadores, críticos de teatro, elementos de companhias e festivais estrangeiros, figuras políticas e outras "que manifestaram a sua estupefacção, indignação - e esperança que (...) o Festival de Teatro de Almada tenha o apoio que merece", explica a CTA em comunicado.
São esses depoimentos que agora são tornados públicos, no momento em que estreia a sua nova produção, Morte de um caixeiro viajante, de Arthur Miller, com encenação de Carlos Pimenta.
"Não é possível que o Festival de Almada não volte a acontecer", diz o bailarino e coreógrafo Paulo Ribeiro. Tiago Rodrigues, diretor do Teatro Nacional D. Maria II, considera-o "o maior e mais importante festival internacional de teatro do nosso país".
A atriz Maria Rueff diz que se trata de uma "janela aberta para o que de melhor se faz no mundo, no Teatro". E pede: "Que não seja agora, quando o mundo se abre para Portugal, que se feche a janela que sempre serviu todas as margens aos que não tiveram nem têm forma de combater o seu isolamento cultural."
Ao fim destes 34 anos, escreve o arquiteto Manuel Graça Dias, o Festival de Almada "criou públicos, viu nascer públicos, comoveu, alegrou perturbou públicos, que cresceram com ele nas duas margens do Tejo". E o encenador João Garcia Miguel explica que o festival "é já um acontecimento que marca a vida e o ritmo da cultura e da criação teatral em Portugal e na Europa". E crítica: "Portugal não se deve comportar deste modo para com os seus filhos e para com os seus patrimónios".
O encenador Jorge Silva Melo é mais emotivo: "Vi-o nascer, foi nele que nascemos, os Artistas Unidos, vi-o crescer, acompanhamo-nos. Não, não o vamos deixar definhar, não, não o vamos deixar morrer".
Este corte no apoio da DG-Artes é tanto mais incompreendido pela CTA quanto o júri do concurso considerou que a candidatura da CTA comprova os requisitos "em todas as qualidades de distinção", com um plano de atividades "vasto, diversificado", "claro e estruturado", no qual elogia, em particular, a realização do Festival de Almada, a circulação nacional e internacional da companhia, as atividades em diferentes áreas artísticas, o serviço educativo, o esforço no desenvolvimento de públicos e a existência de um "elevado número de contratos de trabalho", revelando "boas práticas de empregabilidade, um dos objetivos" do programa. Sobre o Festival, sublinha o júri "a programação bastante heterogénea", com a participação de companhias nacionais e internacionais e "grande coerência entre atividades principais" e as muitas atividades complementares, "que se desenrolam em diversos espaços de Almada e Lisboa"».
 Sobre o «MAIS | TMJB» especial (imagem acima): «No dia em que estreia a 163ª criação (Morte de um caixeiro-viajante, de Arthur Miller, encenação de Carlos Pimenta), a Companhia de Teatro de Almada lança um número especial do jornal Mais TMJB, que reúne depoimentos de 73 personalidades portuguesas e estrangeiras, preocupadas com a possibilidade de um corte do financiamento público ao Festival de Almada. Incluem-se neste grupo, entre muitos outros, personalidades do teatro português (Luis Miguel Cintra, Ricardo Pais, Jorge Silva Melo, Nuno Carinhas, Diogo Infante, Tiago Rodrigues), da cena internacional (Piccolo Teatro di Milano, Teatro de la Abadia, Festival de Almagro, MIT de São Paulo) e da cultura e política portuguesas (Yvette Centeno, Nuno Júdice, Luísa Costa Gomes, Miguel Real, João Bosco Mota Amaral, Mário vieira de Carvalho, Jorge Barreto Xavier, Francisco Lopes e Joana Mortágua). Leia neste endereço. 

FILIPE LUÍS | «O Modelo do Tiro às Artes»

(montagem)



quinta-feira, 12 de abril de 2018

«A "tempestade nas Artes ..."»


Jornal de Letras |11a24abr2018

O IMPACTO DA CULTURA NA CRIATIVIDADE




O estudo  é de 2009, mas talvez ainda interesse a alguém ...
 Excerto:
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 «EXECUTIVE SUMMARY
Il faut apprendre à juger une société à ses bruits, à son art, à ses fêtes plus qu’à ses statistiques. » Jacques Attali 

Creativity is a powerful catch phrase. In Western societies it epitomises success, the modern, trends for novelty and excitement. Whether linked to individuals, enterprises, cities or regions creativity establishes immediate empathy, and conveys an image of dynamism. Creativity is a positive word in a society constantly aspiring to innovation and “progress”. Culture is the general expression of humanity, the expression of its creativity. Culture is linked to meaning, knowledge, talents, industries, civilisation and values. The objective of the study is to have a better understanding of the influence of culture on creativity, a motor of economic and social innovation. Does music, visual art, cinema and poetry for instance contribute to creativity as a way to stimulate job creation, economic prosperity, learning and social cohesion? What is the impact of artistic creation on innovation? Why do companies want to be associated with culture and art? What is the social function of artistic and cultural creativity? The report develops the concept of culture-based creativity, stemming from art and cultural productions or activities which nurture innovation, and going beyond artistic achievements or “creative content” feeding broadband networks, computers and consumer electronic equipments. This culture-based creativity is linked to the ability of people, notably artists, to think imaginatively or metaphorically, to challenge the conventional, and to call on the symbolic and affective to communicate. Culture-based creativity has the capacity to break conventions, the usual way of thinking, to allow the development of a new vision, an idea or a product. The nature of culture-based creativity is closely linked to the nature of artistic contribution as expressed in art or cultural productions. The spontaneous, intuitive, singular and human nature of cultural creation enriches society.(...)».